Carlos Diegues e Nelson Pereira debateram Cinema Novo
 
Na sexta feira, 24 de outubro, um debate sobre o Cinema Novo, com Carlos Diegues e Nelson Pereira dos Santos, lotou a pequena sala Studio 3 do Auditorium Parco della Musica. Os cineastas foram apresentados por Ângela Pruzenzzi, uma das coordenadoras do Foco Brasil, que aproveitou a ocasião para comemorar a boa repercussão do show de abertura e contar que as sessões dos dois primeiros filmes do foco, Estômago e Ó Pai,ó, ficaram lotadas e os filmes foram muito aplaudidos no fim de cada projeção.
 
A coordenação do debate ficou por conta de Bruno Torri, diretor do Festival de Pesaro, que deu um depoimento emocionado: “Tive a sorte de conhecer os primeiros filmes do Cinema Novo em Pesaro, no começo dos anos 60, graças a Gianni Amico, que depois se tornaria, como disse Glauber Rocha, mais brasileiros que Pelé”, contou. Nelson Pereira dos Santos esclareceu: “Não fui propriamente do Cinema Novo, mas fui cooptado pelo movimento e fico feliz com isso. Já estava no meu quinto filme quando, em 1964 participei do Festival de Cannes com Vidas Secas, ao lado de Glauber Rocha, com Deus e o diabo na Terra do Sol, e Cacá Diegues, com Ganga Zumba”. Nelson contou, ainda, que o Cinema Novo foi parte de um processo de descolonização cultural que já havia ocorrido na literatura e nas artes plásticas: “com o domínio da linguagem, o Cinema Novo se voltou para a própria história do Brasil”.
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